Uma coisa bem comum no visual kei, vocês já devem ter notado, é como uma coisa leva a outra. Por esse motivo, eu vou postando bandas das gerações passadas com certa cautela para manter uma certa coerência, e assim haver um melhor entendimento. Pode parecer besteira, mas não faria sentido eu postar Madeth Gray’ll aqui sem antes falar sobre Deshabillz e Lareine. Neste raciocínio, hoje, por causa de uma banda indie (underground, no sentido mais profundo dessa palavra [hm]) e uma das mais importantes bandas da cena.

Vez ou outra, acabo gastando algum tempo em busca de alguma banda nova que valha a pena, que esteja fazendo um trabalho incomum sem cair nos estereótipos das bandas que se iniciam no visual kei. Acabei dando de cara com uma chamada DISH, e me pergunto como uma banda dessa pode ser tão desconhecida. Vou responder logo: eles não fazem new metal, não têm gritos, não têm visual colorido, RPG, nem ninguém se agarra durantes os shows. São apenas coisas caras com uma maquiagem mais soturna fazendo rock alternativo. Em termos de som, parecem muito com ZIGZO, principalmente por causa do timbre do vocalista (!!! para quem acha que Tetsu era único), e o visual é algo entre o angura e Plastic Tree.

Nisso, fiquei me perguntando como iria postar uma banda com essas referencias, sendo que ZIGZO é o melhor projeto de Sakura (é, aquele mesmo que foi do L’Arc~en~Ciel), e Plastic Tree lançou um de meus álbuns japoneses favoritos de todos os tempos. Percebi uma das falhas de nunca ter postado Plastic Tree por aqui, já estava preparando a postagem quando percebi que, além disso, também nunca havia falado sobre uma lenda do visual kei, a banda que definitivamente criou a sonoridade que conhecemos hoje. Afinal, sem ZI:KILL o visual kei seria pouco mais do que um heavy metal diferente.

A banda, que começou em 1987 tocando heavy metal, logo tomou uma direção diferente. Estrearam com sucesso com o álbum Shinsekai, tornaram-se sucesso no meio independente, chamaram a atenção de ninguém menos do que Yoshiki, e a carreira decolou. Em seu segundo álbum, Close Dance, eles criaram o visual kei.

Primeiramente, lembremos que D’ERLANGER, no álbum La Vie en Rose, foi quem criou as bases sonoras; mas foi ZI:KILL que moldou e criou a formula que ouvimos até hoje. Close Dance é uma miscelânea de referencias para antes e depois do seu lançamento. Do passado, podemos notar influencia do deathrock na música “The Law”, provavelmente de AUTO-MODE (que naquela época possuía alguma popularidade), e um clara influencia de D’ERLANGER em “Hysteric”, que parece um espelho de “Dear Secret Love”; além de todo o álbum ser uma óbvia adaptação japonêsa ao post-punk e new wave de The Cure, seja pela voz de Tusk, ou pelo clima que canções como “I 4 U” e “Last This Time”. As influências futuras são muitas: alguns artistas, como Kisaki, são fãs declarados, alguns você não deixa escapar aos ouvidos, como o solo de “Hysteric” que Dué le Quartz pegou emprestado, ou um Kuroyume (e de onde vocês acham que Kiyoharu tirou a moda de usar faixinha na testa? ;)) em “Yūutsu”, ou LUNA SEA em “Plastic Life”. A midia japonesa refere-se a Close Dance como “Bíblia do visual kei”. Eu não diria menos.

Um álbum tão cheio de referências pode parecer dificil de se ouvir, eu mesmo só comecei a gostar de ZI:KILL depois de anos, quando já tinha uma certa familiaridade com o som. Não se sinta culpado caso se, nesse momento, o que ouvir não lhe agradar.

[1993.03.15] Close Dance

  1. Tero
  2. What’s
  3. Secret Romance
  4. I 4 U
  5. Last This Time
  6. The Law
  7. Hysteric
  8. Plastic Life
  9. Bad Taste
  10. Yūutsu
  11. For My Life

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Este post me incentivou a por em prática uma ideia antiga que eu tenho: começar a postar todas as bandas importantes das três eras do visual kei. Só depende de quanto 2010 será legal comigo. Mas, por hora, garanto que nos próximos posts teremos algumas bandas citadas neste.


Publicação original de 05/12/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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