Esses últimos dias foram cheios de boas notícias para aqueles que, assim como eu, são amantes do antigo visual kei. Ficamos sabendo que D’ERLANGER estará lançando mais um álbum no dia 11 de novembro, e que nesse mesmo dia, para acompanhar a excelência da banda de KYO e Chipher, também estará voltando ao mercado DEAD END, lançando o primeiro álbum de inéditas em 20 anos!
Eu já havia falado sobre DEAD END no antigo Risk en Eve, mas não custar dar uma geral de novo. Eles foram uma banda da década de 80 que, como a maioria daquela época, começou com uma sonoridade mais direcionada ao hard rock/heavy metal e, com o tempo, acabaram se tornando um verdadeiro ícone do visual kei, tendo influenciado todas aquelas bandas legais da década de noventa que possuíam uma sonoridade mais limpa e melódica, como Janne da Arc, L’Arc~en~Ciel e La’cryma Christi. E foi exatamente por causa desta terceira banda que eu resolvi criar este post.
A primeira vez que ouvi La’cryma Christi foi por indicação de um amigo, a primeira impressão foi que eram uma banda de pop rock feliz com um vocal que canta pelo nariz, e isso não me incentivou muito a continuar. Passou-se certo tempo até que eu tomasse coragem para ouvir de novo algo da banda. Peguei o álbum Sculpture of Time, a estreia major, ouvi já esperando o pior, e me deparo com um dos melhores CDs de todos os tempos. Das primeiras batidas que abrem o CD, em “Night Flight”, às últimas notas de guitarra de “Blueberry Rain”, senti-me totalmente imerso a um conjunto de músicas que casavam perfeitamente num disco sólido e coeso que já nasceu clássico. Esqueci o fato de Taka ter uma voz estranha e nasal, pois isso fazia parte da grande obra e entrava em harmonia com toda a banda. Assim como Nakigara o… do Kuroyume, a audição de Sculpture of Time torna-se um campo amplo de referências para tudo feito posteriormente no VK.
Não exagero ao dizer que é a grande obra da banda, pois é, e também é um álbum onde não se encontra nenhuma música descartável — ainda aponto minha preferência pelas faixas “Night Flight”, “Angolmois” e “Henseifū”, que é disparado a minha preferida. Eles voltaram, e mesmo que por apenas um show, ainda fica aquela ponta de esperança de que assim como a bandas que os inspiraram, eles também produzam algo.
[1997.11.12] Sculpture of Time
- Night Flight
- Nangoku
- Sanskrit Shower
- Ivory trees
- Angolmois
- Letters
- Henseifū
- Nemurigusuri
- The Scent
- Blueberry Rain
Publicação original de 08/09/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.