No dia 8 de julho de 2008, o banqueiro Daniel Dantas foi preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Sua prisão foi resultado de uma investigação de desdobramento do caso do Mensalão, por crimes cometidos ainda no governo FHC. O dono do banco Opportunity foi acusado de corrupção, espionagem ilegal, lavagem de dinheiro, evasão de dívidas, sonegação fiscal, utilização de informações sigilosas privilegiadas e formação de quadrilha. Além de Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta também foram presos pela PF na mesma operação. Dantas e os demais integrantes do Opportunity receberam habeas corpus do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e estão soltos hoje.

No dia 26 de março de 2009, a empresária Eliana Tranchesi foi presa pela Polícia Federal na Operação Narciso e condenada a 94 anos de prisão. Ela é dona de uma das mais luxuosas lojas paulistanas e já havia sido detida em 2005 por sonegação fiscal. A nova prisão foi resultado da nova investigação que acusou os donos da butique por subfaturamento, importações ilegais e formação de quadrilha. A empresária, os demais integrantes da direção da Daslu e as importadoras receberam habeas corpus do Tribunal Regional Federal e do Supremo Tribunal de Justiça e estão soltos hoje.

No dia 27 de março de 2009, os donos da empreiteira Camargo Corrêa foram presos pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia. Eles são acusados de remessa ilegal de dólares para o exterior, superfaturamento de obra pública, lavagem de dinheiro, doação ilegal para partidos e formação de quadrilha. O relatório da PF e do Ministério Público apontam o PSDB, o DEM, o PPS, o PDT, o PSB, o PP e o PMDB como possíveis receptores de doações em caixa dois. Os dez presos pela PF receberam habeas corpus do Tribunal Regional Federal, que considerou que não havia provas concretas e criticou a “prisão preventiva” realizada pela Polícia Federal. Eles estão soltos hoje.

No dia 8 de janeiro de 2005, Sérgio Roberto de Carvalho, pai de um menino de sete anos, foi preso pela Polícia Militar, acusado de roubar um pedaço de carne no valor de R$ 12,00. Ele já havia sido preso em outras ocasiões por furtos em supermercados ou pequenas lojas e pequenos delitos. Em uma dessas vezes, acusado de ter aceitado guardar consigo carga roubada, Sérgio contraiu AIDS na cadeia. Dia 29 de setembro, ele morreu de tuberculose, consequência da AIDS não tratada. Sérgio não recebeu habeas corpus.


Publicação original de 29/03/2009.

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