Resenha de black, de cocklobin (Daiki Sound, 2009). Nota: 10,0.
A novata cocklobin tem tudo para se tornar um grande nome do meio visual. Bons musicos, boas ideias, boas letras, sensibilidade musical e boas referências. Uma belíssima prova desse potencial está no segundo single do quinteto, “black”.
A banda segue o padrão de outra que surpreendeu, a 9GOATS BLACK OUT. Difere no fato de que a dose de peso de cocklobin é maior, o que até facilitaria a aceitação do público fã do Nagoya kei atual, que, como todos bem sabem, tem como característica forte a agressividade nas músicas. Aliás, essa característica foi explicitada neste single, gritantemente mais pesado que o anterior, o excelente miniálbum DARK DESIGN CATALOG. Entenda-se que de forma alguma isso diminuiu a qualidade do lançamento em questão.
De cara, já começamos com a gritaria da introdução de “black”, faixa que dá nome ao lançamento. Mas se você achou que ia parar por aí, calma. A música tem aquela característica tão peculiar das bandas de som mais pesado do Japão, aquelas quebras no peso pra dar lugar a refrões melodiosos e bonitos. Nesta faixa, a dose entre o peso agressivo e a sensibilidade melódica tem seu equilíbrio perfeito, tornando-a um espetáculo pra quem gosta de sons criativos.
Se “black” faz o desenho do peso decrescendo para o mais leve, “reborn” trabalha com a ideia contrária. A música começa com vocal bonito, uma melodia de atmosfera muito intensa, um clima interessante, e só passa para o peso depois da metade. A atmosfera melancólica da faixa mantém-se, apesar do peso. Depois do acesso de ira no meio da música ela retorna para seu refrão marcante e bonito e permanece assim até o fim da faixa. Lindíssima.
O single fecha com “hearts”. Mais uma faixa bem criativa. Varia bastante do início ao fim, e a melancolia da faixa anterior permanece nesta também. Instrumental muito interessante, e um encaixe perfeito do vocal expressivo de nigu. Ela parece se dividir em “momentos”, e cada momento desse tem uma linha um tanto quanto diferente nos instrumentos, todas se encaixando muito bem no trabalho total da canção. Faixa notável essa, e remete bastante a já citada 9GOATS BLACK OUT, principalmente no trabalho vocal.
Publicação original de 10/11/2009.