Resenha de 14SOULS, de ART-SCHOOL (Pony Canyon, 2009). Nota: 8,5.
Depois de quase um ano sem lançamentos, ART-SCHOOL traz 14SOULS para quem curte o som do rock alternativo.
O quarteto traz mais um álbum seguindo a linha de seus lançamentos anteriores, é verdade. Digamos que originalidade não é uma palavra assim tão normal para bandas nesse estilo, mas, tendo isso em mente antes de ouvir o álbum, tudo se torna mais fácil e prazeiroso. 14SOULS apresenta um bem executado misto de rock alternativo com pitadas de experimentalismo e do som que costumam definir como “indie rock”.
Animado, o som não deixa de ser alegre mesmo se utilizando de um vocal um tanto quanto doce, principalmente se compararmos com outras bandas da mesma linha. Não tem peso, e também não tem baladas lentas. As músicas seguem todas a mesma linha, sem muita alteração, o que é caracteristica comum da banda.
O álbum abre com a faixa-tema, “14SOULS” que não tem nada de muito diferente ou interessante, idem pra que a segue, “STAY BEAUTIFUL”. Essas duas lembram muito os álbuns mais antigos da banda, são boas de se ouvir, só não há o que se destacar.
Seguimos com “ROLLER COASTER”*, esta já é mais interessante, tem um instrumental animado e traz boas sensações, o toque de experimentalismo dela agrada bastante. Ela consegue ser bonita sem ser lenta, isso a fez uma faixa interessante do álbum.
“MY BLUE HEAVEN”*, a quarta faixa do álbum, é um destaque também, seu ritmo animado e o casamento dos trompetes com rock alternativo a tornam um atrativo do álbum. Seguindo temos a mais próxima de uma balada, “HEAVEN’S SIGN”, segue o padrão das duas primeiras anteriormente citadas, com o diferencial de ser mais voltada pra balada e ter uma linha de baixo interessante.
“LOST CONTROL” lembra muito o alternativo ocidental, exceto pelo refrão, que volta pro estilo já marcado da banda. A próxima, “tonight is the night”, tem uma composição interessante, e um casamento engraçado entre o baixo e a bateria, em seus quatro minutos e meio aproximados, a música chama atenção exatamente nisso, pra quem gosta de prestar atenção no instrumental das músicas essa é um bom destaque do álbum, é curiosa.
O instrumental interessante permanece em “wish you were here”, a oitava faixa. Mas o interessante nessa foi o casamento do instrumental com o vocal, especialmente o baixo, a música tem uma atmosfera leve e agradável e é daquelas pra se seguir balançando os pezinhos. “Don’t I hold you?” não nos permite também muitos comentários, é apenas uma música legalzinha pra encher o CD, sendo a menor de todo o álbum, inclusive.
“CATHOLIC BOY” tem um nome interessante, mas nada muito além, mesmo caso de “Don’t I hold you?”, só que um pouco mais extensa. “KILLING ME SOFTLY”, por outro lado, é outro destaque do álbum. Mais uma vez a linha do baixo leva a música quase toda, mas nessa, a composição da guitarra também é interessante, simples quando comparada com outros estilos musicais, mas extremamente eficiente para o estilo alternativo, ela traz um pouco do experimentalismo legal anteriormente citado, principalmente porque se utiliza de quebras no ritmo interessantes.
“Kimi ni tenshi datta” é uma música tradicionalíssima, e gostosa de ouvir. Nada assim tão especial, mas é boa, e também usa o esquema de pequenas quebras no ritmo. Finalizando, a décima-terceira faixa, “Grace note”, a única balada propriamente dita do álbum, Bonita, ela passa uma sensação de leveza interessante e o instrumental dela destoa um pouco do resto do álbum, é mais alternativo tradicional.
Como um todo, o álbum não é cansativo, o que o faz uma boa escolha pra quem quer ouvir um som alternativo.
*A grafia original destas faixas é em katakana.
Publicação original de 03/08/2009.