9月14日
Olá a todos! O post de hoje será meio diferente, vai parecer um ‘live report’.
Bem, no Brasil, em colônias japonesas, há os matsuri, os festivais. Geralmente, há grupo de dança misturando música tradicional japonesa com elementos de música ocidental, tipo hip hop, eletrônico e dance. Esses grupos são formados por várias faixas etárias, desde crianças até tiozões. Aqui em Tenri ocorre o ‘Tenri na Matsuri’ (Festival estilo Tenri), que acontece uma vez por ano. Durante todo o dia, das 11 às 19 horas, a cidade se transforma. Cidades vizinhas comparecem trazendo vários grupos.
palco principal, acho que foi no ano passado, mas neste ano tava igual
nesse eu tava lá
Primeiramente, há uma abertura no palco principal (que é enorme), ocorre como um ritual. Depois, em uma rua só para pedestres cercadas por lojas (quase um calçadão), os grupos dançam entre as pessoas; estas formam quase que duas filas, uma em cada lado (é muito ninja ver 40 pessoas dançando a 30 centímetros de você). Paralelamente, outros grupos se apresentam no palco principal, localizado num terreno baldio próximo, aparentemente separado para esse tipo de evento, localizado próximo ao centro da cidade. Lá encontram-se barracas vendendo comidas tradicionais e artigos do grupos. Próximo ao vim, pelas 18 horas, começa a premiação. Um pouco antes, o grupo local (Tenri) ensina os passos de uma dança para o público. Depois da premiação, os vencedores sobem ao palco para um ‘bis’, geralmente é outra música e coreografia. No fim, todos que ganharam sobem ao palco e dançam juntos a música ensinada, assim como os outros grupos misturados com a platéia. É algo muito, muito sensacional. Depois vem uma queima de fogos, que também é espetacular.
shōtengai, o ‘calçadão’
aqui no canto esquerdo, o rapaz de camisa azul clara, chinelo e bermuda escura sou eu; achei isso num blog
Sobre os grupos, todos os vencedores tinham pelo menos umas 40 pessoas, e entre eles havia canto, instrumentos japas tradicionais (shamisen e shakuhachi), movimentos de artes marciais, balé, ginástica e, como não podia deixar de ser, kabuki. O kabuki chama muito a atenção pela representação de onis (demônios), usando chapéus de palhas e máscaras, além das roupas detalhadamente decoradas e a maquiagem muito única. Houve uma apresentação que as pessoas estavam cobertas, e a dança era repleta de movimentos de luta e força. Ao retirarem as máscaras, se revelavam todas meninas (umas 40, mais ou menos).
Alguns grupos trocavam de roupa durante a apresentação, piscou, perdeu! Em outros, havia uma espécie de guia e, de acordo com os seus gritos/comandos, os movimentos surgiam. Em um deles, o guia era estrangeiro, muito legal. Na maioria das apresentações havia um instrumento feito de madeira, usado em cada mão, com um som bem singular. Ao dançarem perto de mim, deu pra notar o contraste com a música. Aliás, a música era playback, exceto as vozes e quando alguém tocava algum instrumento.
o instrumento que não sei o nome
Foi incrível ver crianças de 6 anos (ou menos) dançando com jovens, ambos com o mesmo espírito. As coreografias eram muito bem trabalhadas (mesmo eu sendo um leigo) e os dançarinos passavam muita energia, dançavam com muita vontade e alegria. Foi realmente um espetáculo, algo muito surpreendente e impressionante, mesmo para quem é acostumado com Matsuri no Brasil.
Quem tiver a chance de poder assistir, não pode perder a chance, até porque é de graça! hehe
Não consegui achar um vídeo, mas em breve eu pego alguma das filmagens da Mariana e posto aqui! Até!
PS1: Outro dia comprei o mangá do X (X-1999; Kamui), paguei 20 reais na coleção completa, do 1 ao 18. Sensacional!
PS2: Minhas aulas começam hoje (daqui a pouco, na verdade), o rítmo no blog vai cair bastante, mas vou continuar postando. Continuem acompanhando, obrigado a todos!
PS3: Obrigado, Tatsu, pela ajuda nas linhas de metrô e ônibus para Saitama. Tomara que você vá conosco!
Publicação original de 22/09/2008. 5 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.