Olá, pessoas! Tudo certo com vocês? Espero que sim! Estou voltando com mais um post sobre a homenageada do mês, Shiina Ringo! Algumas pessoas vieram me perguntar porque resolvi falar sobre ela... Bem, por um motivo simples que não sei exatamente se citei nos posts anteriores: ela está completando este ano 10 anos de carreira solo, por isso é interessante homenageá-la da melhor forma possível. Se não citei isso nos posts anteriores desculpem-me... quanto aos comentários que foram feitos nos outros posts, eu respondi os que tinha algo a responder! Qualquer coisa é só entrar em contato.

Neste post falaremos sobre algo que merece um enfoque especial não só para a Shiina Ringo, mas pra todos os artistas musicais (ou pelo menos a maioria): a videografia. Fazer um videoclipe não é uma questão muito fácil, pois envolve um trabalho intenso desde a escolha da música, da lapidação de uma idéia central, até toda a produção das cenas e tudo mais. Podem ser simples ou extremamente caros, engraçados ou comoventes. Enfim, um videoclipe pode falar muito sobre um artista. E a Shiina Ringo tem uma videografia muito interessante e variada. Divirta-se neste post!

Não temos a intenção de comentar sobre todos os PVs (Promotional Videos, como são chamados os videoclipes no Japão) da artista, porque levaríamos um tempo considerável para falar e analisar cada um deles. Acho que eu precisaria de no mínimo 3 posts pra falar superficialmente sobre eles, hehe. Então vamos nos ater a alguns exemplos de videos que achei diferenciais; estarei comentando sobre eles seguindo sua ordem de lançamento.

O primeiro clipe “diferente” que a Shiina gravou foi o polêmico “Honnō” (本能, “instinto” em japonês), o famoso clipe da enfermeira. A escolha de uma roupa como estas não foi ao acaso. As enfermeiras sempre estiveram nas fantasias dos homens, e Shiina se aproveitou disso para algo mais ousado ainda. No PV, Shiina contracena em takes nada comportados com uma paciente mulher, não homem, como seria o comum. Segundo a musa, “este clipe mostra que as mulheres têm tantas fantasias sexuais quanto os homens”, e era isso que ela queria mostrar com o vídeo: o “instinto” feminino. Pareceu-me genial a idéia do uso de um ícone sexy para o público masculino para demonstrar intenções e desejos femininos. Bem, se o PV foi compreendido dessa forma ou não, não importa, o que vale é que rapidamente o vídeo foi para o top da TV japonesa e o single teve um boom de vendas quase insuperável para a artista. Interessante como um vídeo faz diferença, não?


(Honnō)

O próximo clipe que merece comentários é “Identity” (アイデンティティ, “identidade” em inglês), o clipe mais louco que Shiina já fez até o momento. O clipe é uma brincadeira com os filmes antigos de bangue-bangue. Nele, Shiina aparece de cowgirl e de gueixa, fazendo referência às cenas de mocinhos e mocinhas e às cenas de bordel nas quais apareciam orientais. Tanto a cowgirl como a gueixa são arrastadas por alguém montado a cavalo, o que foi mais uma referência aos filmes trash, já que se vê claramente que são bonecas vestidas como a Shiina amarradas e arrastadas. Enfim, é um clipe de fato muito divertido. Alguns costumam dizer que a artista aparece vestida dessas duas formas diferentes e contrastantes como uma menção ao tema da música (a “identidade”), mas não há nada oficial a este respeito. Este se tornou um dos clipes mais famosos da artista, muito provavelmente pela irreverência das cenas e pela música em sí, que por ser um poprock mais animado agrada a uma parcela maior dos ouvintes. Vale a pena dar uma conferida.


(Identity)

Vou comentar brevemente sobre dois clipes juntos, porque acho interessante falar sobre eles pelo mesmo motivo: ambos são animações. Começando por “Mayonaka wa Junketsu” (真夜中は純潔, “A meia-noite é pura” em japonês), um desenho em estilo anime antigo. No desenho, temos a versão de Shiina Ringo em anime atuando como super-heroína, combatendo inimigos que a perseguem. O PV é extremamente divertido e muito fiel ao seu propósito, mesmo em detalhes como os efeitos sonoros da animação, exatamente como os dos animes da década de 70, e nas cenas de luta. O outro clipe de animação é o interessantíssimo “Sakuran” (錯乱, “confusão” em japonês). Não é um desenho, mas sim, uma animação 3D. Nela é contada a história de um operário que se apaixona por uma gueixa e vive com ela um belo romance. Quer saber o final? Dê uma conferida então ^^


(Mayonaka wa Junketsu)

(Sakuran)

O último clipe a ser comentado é “Ringo no Uta” (りんごのうた, “canção das maçãs”), o clipe mais interessante de sua videografia: “Ringo no Uta” foi uma música feita por Shiina Ringo para si própria, uma música que fala sobre ela mesma. O clipe também é um tipo de homenagem a ela mesma, sendo feito com cenas nas quais ela traja roupas de todos os clipes que ela tinha feito até o momento. É um belo trabalho de cores e uma bela montagem, vale a pena assistir.


(Ringo no Uta)

Obviamente gostaria de ter comentado muito mais sobre os clipes, e gostaria de ter dito algo sobre todos, mas não vai ser possível, vide o tamanho deste post, hehe. Mas espero que tenham gostado das sugestões e que isso sirva de incentivo para que procurem outros clipes dela!

Até mais!


Publicação original de 27/07/2008.

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