Olá, queridinhos e queridinhas! Antes que venham e digam “Uau! Está nos devendo posts!”, eu queria deixar claro que andei um tempinho desligada deste blog pelo simples fato de estar pensando no que fazer com ele. Sim, porque a idéia de artista do mês pode ter agradado na teoria a todos, mas é algo que demanda trabalho da parte de quem posta e retorno da parte de quem lê, então fica a reclamação (sim, reclamação mesmo) perante a falta de atenção dos ouvintes quando o assunto é discutir música. Fomos bem em algumas postagens, mas não muito nas últimas, e por isso vou rever nosso esquema de blog mais carinhosamente (ui).

Mas não vim aqui pra falar sobre isso. Muito pelo contrário, vim tentar dar um sopro de inspiração para uma nova discussão aqui no blog, como tivemos no caso de bandas visuais e não-visuais em posts passados. A questão agora é a repetição.

Vou explicar direitinho: estava eu rondando por sites DE NOVO. E mais uma vez me deparei com uma situação tão comum que chega a ser engraçada. Quando abri minha caixa de e-mails, uma mocinha (cujo nome não será citado por motivos óbvios) me mandou uma mensagem me perguntando qual era minha visão sobre o mais novo single da banda “Kisnate”. Pergunta comum essa. As pessoas me procuram pra me perguntar essas coisas todo o tempo, e fico feliz quando posso respondê-las. Para não deixá-la na mão, fui em fontes e baixei o tal single, entitulado “Hameln no uta utai”. A resposta mais útil que pude dar a nossa coleguinha citada foi: “Me parece com muita coisa que já ouvi. Nada novo, nada excepcional, acho que é uma música pra se ouvir quando não se tem nada pra fazer”.

Enfim o single não é ruim, não é bom. É médio. Mediano demais pra mim. Assim como muita coisa que tem sido lançada ultimamente. Sou só eu, ou vocês também acham que artistas de pequeno porte (o que os brasileiros AMAM chamar de “underground”) japoneses estão TODOS a mesma coisa? Acho que é por isso que eles não sobem na vida...

Por outro lado, parei pra ouvir o novo miniálbum de um nome conhecido no Japão. Estou falando do “Kiyoharu”, aqueeele conhecido pelo “Kuroyume” e “SADS”, sabe? Não? Ah, fica a dica pra você descobrir essas bandas antes de glorificar the GazettE e Dir en grey então (nada pessoal, acreditem, eu até gosto das bandas, ou gostava ao menos). Se a mesmisse toma conta do mundo “under”, o experimentalismo tosco e sem sentido amargurou um lançamento que poderia ter sido muito melhor. Quem em sã consciência tem a idéia idiota de lançar um álbum sem bateria, quase sem baixo e com músicas gigantescas? Resultado: maçante. Não aguentei ouvir mais de uma vez, não sugiro, e vou ignorar que foi lançado.

Acho que estamos chegando num ponto em que não se tem mesmo o que ser inventado. Ou será que estaríamos num ponto em que se inventa demais?


Publicação original de 23/09/2008.

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