9月10日

Bom dia/noite!

Hoje farei diferente, não postarei algo com relação ao dia vivido (até pra ter um pouco de privacidade), mas sim de algum assunto que deixei passar.

Um bem interessante é sobre as jidō-hanbaiki (máquinas de venda automáticas). Mesmo em Tenri, uma cidade relativamente pequena, é impressionante o número dessas máquinas por aqui: no mínimo uma a cada quarteirão. A maioria vende coisas como água, refrigerantes e sucos (outro dia falo dos sucos). Mas não raramente você encontra comida, cigarro e coisas “diferentes”.

Mesmo tendo lojas 24 horas vendendo as mesmas coisas e com mais variedade, essas máquinas chamam mais a atenção do público (talvez por evitar o contato humano). O preço, no entanto, varia: em Osaka, no centro, tem Coca-Cola lata por R$ 1,50; em Nara, em meio aos templos, o preço é maior: nada é vendido por menos de R$ 3,00.

Aqui é comum qualquer tipo de coisa, principalmente no que se refere a auto-atendimento. Há postos de cmobustíveis que o lava-rápido é totalmente automático, o cliente apenas deposita uma moeda; as lojas de empresas maiores e lojas de conveniência, assim como a faculdade, só funcionam com portas automáticas; em alguns supermercados, os preços dos produtos são digitais; os caixas tem uma entrada que identifica as notas e libera o troco, a caixa nem se dá o trabalho de abrir a gaveta de dinheiro; no restaurante universitário, a água e chás são de graça, e a máquina de refrigerante sempre libera a medida exata do copo. Tem outras coisas, mas não lembro. E tudo isso numa cidade pequena, de interior.

Ao mesmo tempo, isso tudo, essa falta de contato humano, parece colaborar com a seriedade (e frieza) japonesa. Como cliente, você, como todos, é um “okyaku-sama” (deus), mas como pessoa, às vezes é quase um fantasma: você dizer um “oi”, mas nem sempre ouvirá uma resposta.

PS1: Fui na estação nesse dia e ganhei um CD de um cara chamado Yūsuke. Ele parece ser meio reconhecido aqui.

PS2: Lynn, o preço das casas com garotas servindo fantasiadas (não sei se é boate, parece ser mais uma coffee house com garotinhas cosplayers) é de aproximadamente 10 dólares por 30 minutos (só pra ficar lá, sem os serviços). Aliás, Osaka é um paraíso para otakus, em Namba não faltam lojas referentes a animês, muita delas relacionadas à pornografia.


Publicação original de 16/09/2008.

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