10月1日
Bom, hoje vou falar de algo muito interesasnte para quem curte entretenimento, lazer, mangá e games.
Aqui no Japão há vários lugares conhecidos como “Game Center” (centro de jogos). Em alguns supermercados e departamentos (conjunto de lojas) têm vários jogos eletrônicos, muitos relacionados à interatividade como o game de taiko, que você toca tambores japas no rítmo de alguma música, alguns cradle games, aqueles que você pega bichinhos com uma garra e diversos tipos de caça-níqueis.
Hoje fui num lugar que era ‘apenas’ um Game Center, um espaço ‘especializado’. Primeiro, havia várias estantes que formavam corredores de mangá, cuja grande maioria poderia ser lido gratuitamente. Distribuídos pelo lugar, sofás e poltronas com mesas ao centro. Também havia MUITAS máquinas de pachinko (caça-níqueis), mas não davam dinheiro, e sim, pontos para trocar por bichicnhos. O legal era que, conforme você acertava, o anime exibido num monitor acoplado à máquina ia se desenvolvendo (tinha até EVA).
Numa seção de jogos interativos, havia tudo que era possível imaginar: DDR (máquinas de dança), instrumentos (guitarra, bateria, teclado e até mesa de DJ), entre outros mais específicos. Em outra seção, games multiplayers. No lado dos Gundams, quatro arcades conectados, cada um para um jogador, davam a sensação de realmente estar dentro do robô (o jogo era em primeira pessoa, em 3D; ação, velocidade e estratégia, muito divertido — e difícil). Na seção luta, dois arcades justapostos, cada um para cada jogador. Haviam máquinas desde Street Fighter II até The King of Fighters XI, além de outros jogos que nem conhecia. No fundo, jogos que misturam puzzles (quebra-cabeças) e RPG. Para jogar é uma moeda de 100 ienes (1 dólar). Se você for bom, passa o dia lá com um crédito.
No meio disso tudo (sim, exatamente no meio), uma seção escondida. O que poderia ser? Acertou: material adulto. Filmes e jogos pornográficos, além de muito material hentai (quadrinhos e vídeos). Mas, lógico, estavam lacrados. Para ver, só comprando.
No lado oposto disso tudo, mesas de bilhar (ou sinuca, se preferirem), pingue-pongue (ou tênis de mesa, se preferirem) e alvos para lançar dardos. Cada mesa/jogo é alugado, e os preços variam de acordo com o dia/horário.
Se a fome bater, há (vários) lámens pré-prontos, só adicionar oyu (água quente) que o próprio estabelecimento oferece. Fora isso, jidō-kanbaiki (máquinas automáticas) de bebidas e batata chips.
E não são apenas nerds e perdidos que freqüentam o lugar: na seção mangá, a maioria eram garotas lendo tudo que podiam, enquanto na parte dos jogos locáveis haviam vários grupos, bem divididos.
Parece-me que os japas em geral não vão muito nesses lugares, mas os que vão garantem a renda do mês.
Lembrando, nosso guia culinário nipônico: http://www.aacj-br.zip.net
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Avisos:
Primeiro de tudo, nem acredito: já estou há um mês no país que o sol nasce primeiro! Passou muito rápido!
Segundo: na próxima segunda-feira não poderei postar. Aqui no Japão os feriados que caem no domingo são passados para o dia seguinte, segunda, e vai acontecer isso. Logo, provavelmente só postarei quinta. Até, espero mais e vários comentários. Obrigado por todos que estão acompanhando e mais ainda aos que contribuem emitindo suas opiniões. Até!
Terceiro: Algumas coisas do Japão eu tou falando através de comentários em outras colunas, como J-neration e Plug in Baby, que são coisas relacionadas aos posts de lá. Quem quiser ver tudo, tudo, vai ter que acompanhar os outros blogs/colunas também! =D (ok, isso é para vocês que lêem o TN também acessarem o material alheio; mas não custa nada dar uma passadinha, geral manda muito bem!)
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PS1: Entrei no clube de shodō (escrita artística de ideogramas). Tou tendo que aprender a me virar com a mãe direita, não se pode escrever com a esquerda. Espero entrar no de sadō (cerimônia do chá).
PS2: Por algum motivo, os shōgakusei (alunos do primário) estavam ensaiando “Aquarela do Brasil” no ginásio. Aparentemente o Brasil tá na moda em Tenri, até o museu separou um local sobre coisas típicas brasileiras.
PS3: Agora é outono aqui. O clima muda, as cores mudam e isso reflete nas pessoas. Para quem ouve música japa ou tem gosto por literatura nipônica (acredito que nos mangás/animes também), reparem esse enfoque que os japoneses dão para as estações. São mais do que palavras bonitinhas.
Outono: amarelo, laranja e vermelho. A estação do mês sem Deus; a lua cheia; o ciclo perfeito. É tempo de saudade.
Publicação original de 09/10/2008. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.