10月11日

Olá, leitores! Bom, só para confirmar, a partir de agora só postarei nas segundas-feiras, então marquem na agenda! =D

Hoje não vou falar do Japão na maior parte do post, mas por um motivo bem interessante. Na quinta-feira (dia 09) houve um concerto da orquestra da Universidade de Coimbra junto com da Tenri, de Jazz. Os lusitanos tocaram várias músicas bem famosas tradicionais, não só portuguesas como brasileiras, além de uma apresentação espetacular de fado. Depois, teve um jantar com eles, mas nem deu pra conversar muito.

Foto tirada do blog da Mari

Na sexta (dia 10) foi o jantar de despedida e, aí sim, pude entrar em contato com eles (eu meio que servi de intérprete, já que para promover o contato entre os japoneses e portugueses, eles foram ‘misturados’, foi bem divertido). Depois das cerimônias e homenagens e comes e bebes, alguns japas foram tocar jazz. A partir daí, os portugueses ensinaram os anfitriões como se divertir em uma festa. Durante os discursos, a etiqueta nipônica que rege o silêncio absoluto foi quebrada, ouvia-se alguns cochichos em português. Mais tarde, os lusitanos mostraram ums fotos da Universidade de Coimbra, muito bonita. Antes de irem embora, distribuíram lembranças de Portugal (e até eu recebi). Às vezes achamos que só temos a língua em comum com eles, mas quando se está em outro país você descobre que é muito mais. E mesmo que fosse ‘só’ a língua, acredite, já valeria muito.

No sábado (dia 11) fui convidado para jogar bol e foi bem divertido. Os “melhores” sabiam o básico, enquanto a grande maioria mal dominava a bola, muito engraçado (Kalkha, tu daria show lá)!. A noite, fui ouvir múica brasileira; a Cris e o Édson, amigos apresentados pela Mônica, se apresentaram em Tenri. Começaram com Bossa Nova, passaram pelo MPB e terminaram com forró. Apesar de só os dois serem brasileiros, os japas que tocaram juntos mandaram muito bem, você esquecia que não eram brasileiros.

Principalmente por essas e um pouco por outras acabo redescobrindo o Brasil e aprendendo o que é ser brasileiro.

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Ontem (dia 19), comi coisas típicas do outono (peço desculpas por não ter anotado, não comer algo tradficional nesse dia, talvez o Tanaka escreva algo, aí posto aqui). A cada estação, a comida é diferente. O arroz, macarrões, misoshiru e chás são sempre presentes, mas os acompanhamentos mudam. Como disse num post anterior, estação aqui é determinante não só no clima, mas na vivência dos japoneses. E, pra quem é interessado em culinária japa, eventos, notícias e tudo mais, só acessar: www.aacj-br.zip.net

PS1: O português lusitano é meio diferente, mesmo, mas depois de 10 minutos você se acostuma com o sotaque e expressões. Sobre as pessoas, eles têm muito amor pela terra natal e por Camões. Nas falas, tudo é poético quando se referem a Portugal. Talvez isso falte para o Brasil. Só para encerrar, quem fala mal de português provavelmente ainda não conheceu nenhum. Piadas e história a parte, as pessoas de lá não são tão de lá assim.

PS2: No Japão já é KoME Day, mas no Brasil só daqui a 12 horas. Por favor, ouçam a programação, eu vi os bastidores e a galera realmente tá se empenhando, além de ser uma ótima oportunidade pra conhecer a música coreana. E, btw, MIL OUVINTES! Muito legal isso, fico feliz pelo prestígio para com a rádio. Rádio Blast!, uma explosão de ouvintes (e leitores, espero).

PS3: A Cris e o Edson tocando música brasileira pelo Japão.


Publicação original de 20/10/2008. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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