Assopra o cartucho e aperta Start. A RetroCon reúne apaixonados por retrocomputação e videogames clássicos no Transamerica Expo Center para três dias de pura nostalgia. Fliperamas, consoles de época, fitas raras, painéis históricos e uma comunidade que preserva com carinho as relíquias eletrônicas que moldaram gerações de gamers brasileiros.
Retrocon 2026 celebra a paixão pelos videogames com nostalgia, convidados e muita história

Se existe um lugar onde o passado e o presente dos videogames se encontram, esse lugar é a Retrocon. Entre os dias 24 e 26 de julho o Expo Transamérica, em São Paulo, recebeu mais uma edição daquele que já é considerado o maior evento de retrogames do Brasil. Organizada pela Casa dos Videogames, Mr. Games e WarpZone, a feira reuniu milhares de fãs em um fim de semana dedicado à nostalgia, ao colecionismo e, claro, aos games.
Quem passou pelos corredores do evento encontrou uma verdadeira viagem no tempo. Eram dezenas de estandes repletos de consoles, cartuchos, acessórios, controles, revistas, brinquedos e itens de coleção. Dos videogames que marcaram a infância de muita gente até os consoles atuais, havia espaço para todos os tipos de jogadores.
A Editora Mozu também marcou presença em mais uma edição da Retrocon. O estande reuniu os tradicionais guias definitivos de franquias conhecidas pelo público geek, além de sofubis, mangás antigos, fitas VHS, revistas clássicas e outros itens voltados para colecionadores.
Entre os lançamentos, um dos destaques foi o livro O Brasil Jogou Sega: A Incrível História da Tectoy, de Stefano Arnhold. A obra revisita a trajetória da empresa que transformou a Sega em um fenômeno no mercado brasileiro, trazendo bastidores e curiosidades sobre uma das histórias mais importantes da indústria nacional dos videogames.
Mas a Retrocon vai muito além dos estandes. Quem participou da feira também pôde disputar partidas do clássico International Superstar Soccer, do Super Nintendo. O campeonato reuniu jogadores de diferentes idades, mostrando que alguns títulos continuam tão divertidos hoje quanto eram há quase três décadas.
Para quem queria apenas jogar, também não faltaram opções. Fliperamas e consoles de diferentes gerações ficaram disponíveis durante todo o evento, permitindo que o público revisitasse clássicos ou conhecesse jogos que ajudaram a construir a história dos videogames.
Um dos espaços mais disputados da feira foi a Mortal Kombat Experience. Os fãs tiveram a oportunidade de conhecer Daniel Pesina, Carlos Pesina e Anthony Marquez responsáveis por dar vida a diversos personagens da franquia nos primeiros jogos, além do designer Paul Niemeyer. O espaço ainda oferecia sessões de fotos, autógrafos e uma experiência interativa em que os visitantes podiam gravar um vídeo executando um Fatality em um cenário com chroma key.
Outro momento bastante concorrido foi a apresentação dedicada aos bastidores do desenvolvimento de Battletoads revelando curiosidades sobre a produção do clássico e de outros jogos que marcaram gerações.
Como não poderia faltar, a WarpZone levou ao evento sua tradicional linha de livros sobre a história dos videogames. Entre os títulos disponíveis estava a obra dedicada ao Phantom System, um dos consoles mais emblemáticos produzidos no Brasil durante a era dos clones do NES.
Mais do que um evento voltado aos colecionadores, a Retrocon se consolidou como um grande encontro entre gerações. Enquanto alguns visitantes revivem a infância diante de um fliperama ou de um Mega Drive, outros têm a oportunidade de conhecer de perto títulos que ajudaram a definir os rumos da indústria.
No fim das contas, esse talvez seja o maior mérito da Retrocon: lembrar que videogame vai muito além da tecnologia. É memória, cultura, diversão e uma paixão capaz de reunir pessoas de diferentes idades em torno da mesma tela. E, ano após ano, a feira mostra que essa paixão continua mais viva do que nunca.