Review - Furi

Confere aí!

10/07/2016 Última edição em 10/07/2016 às 00:00:00

Dificuldade se tornou algo muito discutido por todos que gostam de jogar vídeogame. A maioria que cresceu com Super Nintendo e Megadrive fala com nostalgia e amor sobre como os jogos eram difíceis e que os de hoje em dia não são bons como os de antigamente. Foi com Dark Souls que muitas dessas pessoas conseguiram resgatar aquela dificuldade que tanto sentiam falta e que, aos poucos, criou-se um subgênero na indústria chamado Souls Like.

Furi consegue se encaixar perfeitamente nesse espírito de Souls Like e ainda traz mecânicas de Bullet Hell em uma mistura artística e musical feita pelo estúdio indie francês Game Bakers.

Em jogos em que o foco é dificuldade, algo que este jogo deixa claro ao recomendar o modo mais difícil do jogo, a mecânica é a coisa mais importante e que pode estragar completamente a experiência, deixando-a extremamente frustrante e muitas vezes chata. Furi trabalha muito bem nesse sentido, a mecânica se junta às cores e ao som do jogo, tornando intuitivo o que fazer e como fazer, e parece reconhecer este trabalho em certos chefes.

O jogo até mesmo dialoga literalmente com suas mecânicas de uma forma tão escondida que pode passar completamente despercebida, falando o tempo todo sobre como se joga usando da própria história e personagens, em momentos de surpresa, gostam de falar sobre não ser previsível, em momentos injustos, falam sobre nem sempre precisar ser justo, conseguindo ser profundos ao reconhecerem suas própria regras básicas de game design.

Mas talvez alguns detalhes mais importante a serem faladas sobre o jogo é seu design e música. Com o design dos personagens feitos por Takashi Okazaki (designer de Afro Samurai), cada inimigo se torna único, o que acabou me deixando cada vez mais curioso com o que vinha em seguida e em como ele iria ser.

Outro fator muito importante para o jogo são suas músicas, cada uma criada por um autor diferente, elas acompanham os momentos de calma e as histórias que intercalam as batalhas e conseguem seguir o ritmo de luta, fazendo algumas vezes as luzes e sons do jogo combinarem com a trilha, tornando-se, assim, uma coisa só.

Furi é um jogo extremamente francês, com um design único e marcante misturado com o estilo pop japonês. Mesmo não sendo um jogo que qualquer um consiga jogar, ele é árcade em suas batalhas, mas tem uma profundidade artística que faz com que nos importemos com o que acontece no jogo. Pode-se definir o jogo como um clipe muito bem montado, com momentos marcantes, tanto na serenidade quanto em sua agitação.

Prós:

  • Mecanica impecável
  • Design inteligente e único
  • Trilha sonora incrivel
  • Jogabilidade impressionante

Contras: Nenhum

Nota: 10/10

Furi está disponível para PS4 e Steam e, neste mês de julho, está gratuito para quem tiver Playstation Plus. Para mais análises, curta Akiba'Spot.

Análise escrita por Silvio Diaz.

Furi




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