Games Art

Confere aí!

30/05/2016 Última edição em 30/05/2016 às 00:00:00

O que seria de um jogo sem a sua arte?

Nos primórdios, eles eram em preto e branco, já que os computadores eram menos avançados e, naturalmente, não havia um apelo visual tão grande assim, mas com o passar dos anos, o que estávamos acostumados a ver na tela foi ganhando um novo formato, passando do monocromático ao colorido, incluindo, mais tarde, a terceira dimensão, até chegar ao nível de realismo que encontramos nos jogos mais modernos.

A arte de um jogo engloba não apenas a parte visual, mas também sonora, embora, na maioria das produtoras profissionais, haja um departamento separado apenas para o tratamento do som. Como o design e a programação, a arte é uma área muito importante, pois o sucesso do jogo também vai depender dela e, geralmente, é o primeiro elemento com que o jogador entra em contato. Assim como outras formas de arte, as que fazem parte dos videogames conseguem encantar, inspirar e emocionar, incluindo artes pixeladas, rabiscadas e monocromáticas.


Child of Light

A Ubisoft não estava de brincadeira quando criou o UbiArt Framework, engine capaz de gerar cenários e animações de altíssima definição, e conseguimos perceber isso em poucos segundos quando assistimos a um dos gameplays de Child of Light, um jogo que faz o uso daquela tecnologia e que mescla o melhor da segunda e terceira dimensão, levando ao jogador uma forma de arte incomparável. Child of Light é um RPG com o clássico estilo de combate baseado em turnos, que traz centenas de habilidades para desbloquear, jóias para coletar e um universo mágico a ser explorado.


Shadow of the Colossus

Após onze anos de seu lançamento, Shadow of the Colossus ainda é considerado um dos jogos mais lindos de todos os tempos, destacando-se por incorporar apenas chefões como inimigos, além de conseguir causar no jogador uma sensação de solidão de um jeito sem igual. É um título que apresenta uma grande variedade de cenários, um mais belo do que o outro, incluindo lagos, vales, desertos, florestas e clareiras, com texturas de primeira linha e diferentes níveis de iluminação, que surgem do céu e dos tetos dos templos, em forma de raios. As praias, os jardins e as construções abandonadas pelo tempo deixam bem claro que SOTC é pura arte. 


Limbo

Eu sei que falamos de Limbo há pouco, mas como deixá-lo de fora quando o assunto é game art? Seria imperdoável! Usando um visual monocromático, a Playdead surpreendeu muita gente quando lançou Limbo, um título que mais tarde renderia grande prestígio e premiações aos seus criadores. O brilhantismo e o talento dos desenvolvedores independentes foram muito bem representados pelos criadores deste jogo, que traz na sua arte em preto e branco o efeito granulado, cenários com algumas camadas de profundidade e movimentos incrivelmente realistas dos elementos que compõem as fases, que, sem sombra de dúvidas, foram concebidas por um artista perfeccionista.


The Light of the Darkness

De todos os flash games que surgiram por aí, ouso dizer que The Light of the Darkness é um dos que possuem a arte mais bem caprichada, com atenção aos mínimos detalhes, sendo notável também por utilizar um idioma criado exclusivamente para o jogo, que conta com dublagens muito legais. Ainda em produção pela produtra Epifânica, o jogo promete ser um diferencial no universo dos flash games, introduzindo narrativa profunda, jogabilidade focada na ação, exploração e resolução de quebra cabeças. ToD foi inspirado em jogos como Ico, Metroid e Castlevania.


Ikariam

Na categoria browser game, um dos que continuam a atrair jogadores a cada dia é o Ikariam. Ambientado durante o período da Antiguidade Clássica, na Grécia, possibilita que você crie e administre sua prória pólis, conquiste territórios, forme exércitos, comercialize com outros jogadores usando vinhas, mármore e cristais, participe de alianças e que vivencie todas as experiências possíveis daquela época tão remota. Ikariam traz uma arte bem elaborada, com um diferencial para o seu estilo de jogo. Antigamente, ele podia ser visto como um website que possuia uma rica interface de usuário, não que isso tenha mudado, mas como a tecnologia tem evoluído, chamá-lo de website não parece fazer jus ao seu nome. As cores, os ícones e os recursos de interação fazem com que o jogador não queira fechar o navegador tão cedo.


Toren

Lançado para PC e Playstaion 4 pela produtora de Porto Alegre SwordTales, Toren é uma grande promessa de um futuro que está prestes a se tornar realidade: brasileiros fazendo jogos de nível AAA. Toren traz uma arte muito elegante que ora lembra Child Of Light, ora lembra Shadow of the Colossus. Seus gráficos são belíssimos, mas não é só isso: as animações são ricas, desde o movimento de pásssaros voando em conjunto até as ações da personagem principal, conhecida como Moonchild. Além disso, o jogo também tem uma pegada especial nas cutscenes, além de explorar muito bem a manipulação da câmera em diferentes situações.


Final Fantasy XII

Os RPGs sempre foram famosos por seus universos de fantasia, com direito a grandes mapas para exploração e uma boa diversidade de ambientes que colocam o jogador em situações desafiantes. FFXII segue o mesmo princípio e vai além, graças à atenção especial que os seus artistas dedicaram aos mínimos detalhes. "Nunca uma cidade tão bonita fora vista antes", era o que podia se dizer de Rabanastre há alguns anos, o nosso ponto de partida em FFXII. Trata-se de uma cidade bastante cosmopolita, com gente com cara de cachorro e que fala de um jeito esquisito. Mas fora isso, a característica que mais chama atenção é que pensamos que estamos em uma cidade de verdade, e não digo isso apenas por causa de seus gráficos belos e realistas, mas também por toda a construção viva da fase. É impressionante como apenas o som produzido pela armadura de um guerreiro enquanto ele caminha consegue prender sua atenção e fazer você dizer: "uau!"


Õkami

É difícil entender como uma produtora que faz um jogo tão incrível é capaz de fechar pouco tempo após o seu lançamento, que é o caso da Clover Studio, responsável pelo desenvolvimento de Õkami. Apesar do baixo número de vendas, Õkami se tornou mundialmente conhecido, com seu plano de fundo oriental, que se extende dos cenários à música e à sua jogabilidade, que faz o uso do Shodõ, arte japonesa de caligrafia que existe desde tempos antigos. O mundo do jogo parece ter sido feito em aquarela, o que o diferencia de maneira radical de outros games do mesmo gênero. E mais: os efeitos luminosos que emanam dos personagens, os movimentos de folhas ao vento e as texturas usadas fazem de Õkami um título inesquecível.

 

Esta é a opnião de um mero redator: a arte de um jogo vai muito além de gráficos realistas e de sons produzidos com a tecnologia mais avançada, ela trata de beleza, encanto, magia e, principalmente, da capacidade de causar emoção nos jogadores. Algumas são tão incríveis que ficam em nossas memórias desde a infância, graças à genialidade e ao talento de incríveis artistas que têm levado o que eles tem de melhor para dentro dos games.




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