Especial - Silent Hill 4: The Room

Confere aí!

06/07/2015 Última edição em 06/07/2015 às 00:00:00

Preso dentro de um apartamento do qual não consegue sair, um buraco surge na parede e leva o jogador para outra dimensão. Então, ele acorda e percebe que tudo não passa de um sonho. Porém, o buraco continua lá. Essa é a proposta de Silent Hill 4: The Room, um terror psicológico lançado em 2004, para PlayStation 2, Xbox e PC, que gira em torno de sonhos lúcidos (aqueles que ocorrem quando tomamos consciência de que estamos sonhando).

SH4 te coloca na pele de Henry Townshend, que mora em um apartamento na cidade de Ashfield, onde uma série de assassinatos tem ocorrido. Todas as vítimas foram encontradas mortas de uma forma muito violenta e marcadas com um número que parece seguir uma sequência lógica, por um homem que até então muitos acreditavam que estivesse morto. Mas isso tudo é confuso e vai sendo contado aos poucos, através dos sonhos de Henry e de pistas encontradas no apartamento. Depois de um certo tempo, você começa a duvidar se está sonhando, se está acordado ou se as duas coisas estão conectadas. O fato é que algo estranho está acontecendo e nada faz sentido, e é justamente esse não fazer sentido que te motiva a continuar seguindo em frente, para tentar entender o enredo do jogo.

A ambientação é um tanto suja e realista, simulando detalhes como ferrugem, sangue espalhado pelo chão, efeitos de neblina e diferentes níveis de luz. Todos os demais elementos do cenário, como escadas, móveis, ruas e metrô são idênticos aos do mundo real. Não é aquele tipo de gráfico que chama atenção por ser belo e colorido, mas por possuir a qualidade que consegue atender ao estilo do game. 

Parte da mecânica não foge à regra de realismo, onde os movimentos de Henry são bem parecidos com os de uma pessoa normal. A perspectiva em terceira pessoa também conta com comandos de esquiva e ação, além de apresentar um mundo esquisito, cheio de acontecimentos e seres sobrenaturais. Tudo isso, aliado a uma atmosfera sombria e a um estilo de câmera bem particular, presente desde o primeiro título da série, aumenta ainda mais a sensação de terror. 

Dentre os inimigos que enfrentamos em SH4, há seres humanóides de duas cabeças cujos pés são os braços, fantasmas que flutuam e que se arrastam pelo chão, criaturas grotescas que surgem das paredes, feras selvagens e muitas outras bizarrices que só encontramos em Silent Hill. O Team Silent, time da Konami que esteve por trás do desenvolvimento de The Room, foi bem detalhista quanto aos inimigos, efeitos sonoros e traços do cenário para que “o bizarro” ficasse em evidência no jogo.

Para lidar com os perigos, você pode fazer o uso de objetos que vai encontrando pelo caminho, como machado, barra de ferro, taco de golfe, armas de fogo e itens para exorcizar assombrações. Os golpes desferidos podem ser carregados por um tempo em um círculo de energia que fica ao lado da barra de vida, tornando mais forte o dano do seu ataque. 

Como os fatos são confusos e esclarecidos aos poucos, as cinemáticas desempenham um papel muito importante, mostrando pistas e situações que sugerem ao jogador o que está acontecendo. Quando cenas que mostram Henry diante das vítimas são exibidas, é comum tocar o tema do jogo, Room of Angel, de Mary Elizabeth McGlynn e Akira Yamaoka. Silent Hill 4: The Room contém mistérios, conflitos, desafios e muita exploração. Fica a dica. Até a próxima!




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