As DLCs de Alan Wake: The Signal e The Writer

Após mais de 10 anos desde o lançamento de Alan Wake, este jogo de terror psicológico continua a despertar o interesse graças a sua estória envolvente e ao seu gameplay diferenciado que já chamou atenção de muitos jogadores.

15/01/2021 Última edição em 15/01/2021 às 11:15:58

Embora já faça mais de dez anos desde o lançamento de Alan Wake para o console Xbox 360, ainda há quem jogue e se divirta bastante com este jogo. Esse parece ser um daqueles cenários atemporais onde uma boa ideia consegue durar por muito tempo sem ficar ultrapassada, e nós já vimos outros exemplos assim, como Shadow of the Colossus e Demon’s Souls.

Acontece que os criadores de Alan Wake tiveram a grande sacada de combinar diferentes receitas de sucesso em uma única obra, o que fez com que o jogo desse certo, incluindo basear o roteiro nas obras do escritor Stephen King, explorar uma jogabilidade com o uso de uma lanterna no combate e manter a essência de um clássico do gênero de terror psicológico, como a coleta de memorandos, recursos escassos, mecânicas de fulga, situações imaginárias, ambientações sombrias e sensações de medo durante a exploração e o confronto.

Já fizemos uma review sobre este jogo, mas não exploramos muito as suas DLCs que surgiram logo depois estendendo a estória original. São elas: The Signal e The Writer.

The Signal

Em The Signal novamente jogamos com Alan Wake logo após os incidentes narrados nos seis episódios que conduziram a narrativa, onde desta vez ficamos presos em uma realidade à parte, um lugar conhecido por The Dark Place. Parece que algo deu errado após termos reescrito a estória em frente a Cauldron Lake (o lago místico que transforma as palavras que escrevemos em realidade) e conseguido salvar Alice no final do capítulo de Departure: ela conseguiu sair, mas nós não.

Nesta DLC nós precisamos tentar encontrar um meio de sair desse lugar com ajuda de Thomas Zane, um personagem chave no desenrolar de toda a estória que surge como uma luz no fim do túnel bem intensa e que conversa com Alan e o ajuda em diferentes momentos da trama, mas que desta vez deixa alguns sinais espalhados pelo cenário, como se fossem pistas que devemos seguir para conseguir sair daquele lugar.

Logo no início somos apresentados à mecânica que foi introduzida no final do jogo original, onde há letras flutuantes espalhadas pelo cenário e quando as iluminamos com a luz da nossa lanterna elas se transformam em itens, passagens, lembranças, explosões e outras coisas que nos ajudam a seguir em frente e entender melhor o que está acontecendo.

The Signal também traz uma pegada bem mais agressiva se comparada ao jogo original, onde os adversários são mais numerosos e difíceis de derrotar surgindo em intervalos mais curtos de tempo, o que levou a acreditar que a Remedy, produtora do jogo, havia introduzido essa situação por uma jogada meramente comercial, mas depois, ao jogar pela segunda vez, é possível perceber que na verdade a DLC foi muito boa, sem colocar o lado artístico de lado, deixando com um gosto de quero mais.

The Writer

Se a primeira DLC foi bem agressiva no quesito adversários, a segunda foi bem criativa com relação aos obstáculos do próprio cenário, onde o level design sofreu modificações radicais, mudando instantaneamente de um ambiente para o outro como se nada fizesse sentido, representando o inconsciente de Alan Wake, que estava modificando o universo onde se encontrava o tempo todo.

Em The Writer nós descobrimos que o personagem que controlamos é uma parte do escritor que ainda está consciente, enquanto a outra está adormecida e presa dentro da cabine em Cauldron Lake, onde tudo começou, e, parecido com o jogo original, nesta DLC nós temos que superar os obstáculos que encontramos pelo caminho para retornar à cabine e acordar a nós mesmos, para nos libertar daquele mundo de ilusões criado pela nossa imaginação.

Também somos confrontados com alguns eventos do jogo original, como quando Thomas Zane havia escrito uma página que encontramos na Well-Lit Room com ajuda da personagem Cynthia Weever, a dama da luz, onde dizia que Alan Wake achava um dispositivo, o Clicker, que emitia uma forte luz e afastava os monstros para longe, o que aconteceu no jogo, levando a sugerir que Alan também seria um personagem de uma estória escrita por alguém dentro do próprio jogo e que ganhou vida, mas essa é uma situação que não ficou muito clara e que até hoje gera mais dúvidas do que certezas.

Ambas as DLCs fizeram crescer o tamanho da estória, explorando os elementos que já eram conhecidos antes, mas adicionando algumas modificações para que o jogo não ficasse tão repetitivo.  Alan Wake foi desenvolvido pela Remedy Entertainment e publicado pela Microsoft Game Studios originalmente para Xbox 360 em 2010, ganhando futuramente um port para PC com ajuda da Nitro Games. É um título de destaque na categoria de terror psicológico que conseguiu introduzir recursos cinematográficos que casaram muito bem com o gameplay, como efeitos de câmera lenta durante as ações de esquiva e efeitos especiais, e conta com duas DLCs e mais uma sequência intitulada American Nightmare, da qual falaremos em um próximo post.

E você, já jogou Alan Wake?




1 comentário(s)
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Jota
1 mês atrás
Alan Wake é masterpiece demais! Ainda não tiver a oportunidade de jogar as DLCs, mas com tudo dito no texto acho que devem ser muito boas também