SÉRIE JAPÃO PELOS OLHOS ORIENTAIS - Templo Fushimi Inari-taisha

Um dos mais famosos e belos templos do Japão... E que você vai conhecer e até se emocionar. Mas talvez, também vá se decepcionar!

09/02/2017 Última edição em 09/02/2017 às 07:44:04

O Fushimi Inari Taisha é o templo central de Inari Ōkami, localizado em Fushimi (Kyoto), Japão. O templo situa-se na base da montanha que também se chama Inari e que está a 233 metros acima do nível do mar, além de incluir trilhas montanha acima para muitos outros templos menores que se espalham por 4 quilômetros e levam aproximadamente 2 horas para percorrer o percurso (se você tiver disposição), mas se for uma pessoa um pouco sedentária, talvez você nem chegue na metade (muitas pessoas desistem na primeira parte da subida).

Desde o Japão Antigo, Inari era visto como o patrono dos negócios, sendo que os mercadores e os artesões tradicionalmente adoravam ao Inari. Cada um dos toriis no Fushimi Inari Taisha foi doado por um ramo dos negócios japoneses. Mas primeiramente, Inari era o deus do arroz.

Fala-se que este templo popular tem mais de 32 mil sub-templos por todo o Japão.

A experiência de subir as escadarias é incrível, com toda a certeza, mas  a verdade é que é excessivalemte cansativa. Sendo que o primeiro trecho é muito lotado em dias de feriado e finais de semana. Se for ao templo, procure fazê-lo em dias de semana, é mais recomendável e conseguirá tirar melhores fotos.

As estruturas mais antigas foram construídas em 711, na colina de Inariyama no sudoeste de Kyoto, mas o templo foi realocado em 816 a pedido do monge Kukai. A estrutura principal do templo foi construída em 1499. No fundo da colina estão o portão principal ("portão da torre") e o templo principal (go-honden). Atrás deles, no meio da montanha, o templo interior (okumiya) é alcançável por um caminho alinhado com milhares de torii. No topo da montanha estão dezenas de milhares de túmulos (tsuka) para o culto privado.

Torii é um portão tradicional japonês, ligado à tradição xintoísta e assinala a entrada ou proximidade de um santuário. O torii é composto de dois pilares verticais, unidos no topo por uma trave horizontal, geralmente mais larga que a distância entre os postes. Os torii enfileirados são lindos e maravilhosamente encatandores. Todos possuem inscrições diversas e trazem ao local uma sensação de retorno ao passado.

Ao longo do trajeto vemos muitas raposas.

As raposas (kitsune), considerada como mensageiras, são frequentemente encontradas nos templos de Inari. Uma peculiaridade delas é uma chave (para o celeiro de arroz) em suas bocas. Ao contrário de muitos templos xintoístas, o Fushimi Inari Taisha, ao manter templos Inari típicos, possui uma visão aberta do principal objeto adorado (um espelho). 

O templo atrai alguns milhões de visitantes no Ano Novo Japonês, 2,69 milhões nos três dias em 2006, segundo relatos da polícia, sendo o maior número no oeste do Japão (sim, é muito lotado mesmo).

O templo está logo do lado de fora da Estação de Inari (Linha de Nara da JR). 

Ao subir a montanha o ar fresco inunda todo corpo e é preciso muito oxigênio para subir todo o templo. O templo é enorme, um dos maiores em termos de extensão e concerteza um dos mais belos. Não basta apenas ser magnifico, ele é cansativo. Se você der a volta, como eu dei, em algum momento os Torii parecem os mesmos e a subida interminável. Sim, eu subi até o final e sinceramente, o final (o topo) não foi bem aquilo que eu esperava.

Quando cheguei ao topo, esperava ter uma bela vista, um outro templo incrível ou qualquer coisa do gênero. Mas o que havia lá era como em todos os locais (pontos de parada na subida do templo), túmulos. Locais para as orações. Mas não o que eu realmente esperava ver. Alguns colegas sequer notaram que tinham chego e passado do topo, continuaram andando, e quando viram, já estava descendo.

Logo, foi um pouco decepcionante.

Mas a visita é impressionante, a quantidade de pessoas é quase sufocante e a beleza do lugar é inesquecível.

Assim, se tiver oportunidade, vá.

Você poderá sentir a incrível verdade que é estar em contato com a natureza e ao sagrado. Não importa sua religião e crença, o lugar é reflexivo e revela a face humana de forma realista.

Recomento sua visita!




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