REVIEW: OUTLAST, um jogo para quem não tem medo do próprio medo

O jogo surpreende pela imersão profunda no ambiente sombrio da história e pela jogabilidade simples.

08/01/2018 Última edição em 10/01/2018 às 18:11:40

Yoo Blasters!

Vamos começar o ano trazendo um review de um jogo de terror que não é tão recente, mas que vale muito à pena, principalmente se você gosta de tomar muitos sustos. Outlast é um jogo que, sem dúvida, deixa muito marmanjo molhando a calça e gritando como uma garotinha! Falo isso por experiencia própria hahahha... Joguei este jogo a pouco tempo e o descobri quase que por acaso, e ainda bem que o descobri, pois gostei muito da experiencia de tensão quase que constante que o jogo proporciona, que é potencializado se você joga na solidão do seu quarto, no escuro, e munido de um headphone.

Lançado, inicialmente para PC, em 2013 e desenvolvido pela equipe da  Red Barrels Studios, Outlast traz consigo uma experiência ímpar no quesito horror. No jogo você é o repórter investigativo Miles Upshur, que recebe uma denúncia anônima relacionada a maus tratos e realização de experiências estranhas nos corredores do hospício de Mount Massive, no Colorado.

Armado apenas com sua câmera e um bloco de notas, como todo bom repórter, e em busca de um furo de reportagem, você decide investigar. Porém o arrependimento bate forte logo no início do jogo. Em meio a carros da SWAT estacionados em frente ao hospício, sendo perseguido por criaturas e aparições, e sem ter como se defender, você se vê forçado a apenas se esconder e correr pela sobrevivência para tentar escapar desse lugar.

Apesar da história relativamente simples, ela se mostra mais complexa ao longo do jogo. Conforme você vai recolhendo documentos e presenciando fatos, você acaba descobrindo uma trama muito maior ao redor de tudo isso. Apesar de todo esse potencial a história em si não se mostra muito consistente em algumas partes, além dos clichês que são típicos do gênero, é claro. Mas isso não atrapalha em nada na experiência do jogo, pois o que vale mesmo a pena é o seu desenrolar, recheado de momentos de tensão... Muita tensão...

E toda essa tensão, talvez seja fruto de toda a simplicidade do jogo. O personagem não possui muitos comandos, já que o que lhe resta é correr e esconder-se. Você é capaz de saltar, esconder-se em armários, de baixo de camas, além de se pendurar sobre parapeitos de janelas. Resumidamente, um personagem ágil. O jogo praticamente não dispõe de inventário para os itens recolhidos, e nem é necessário, já que eles são utilizados quase que no mesmo instante. A exceção fica por conta das pilhas da sua câmera (que possui visão noturna) que você recolhe durante o jogo, que aparecem em um marcador no topo da tela.

E o que falar da respiração forte e desesperada do seu personagem? Ela é uma companhia, que junto dos batimentos cardíacos acelerados, dão a sensação de desespero e medo em quem joga. Aliado a isso, a ação de trocar as pilhas da câmera quando estão acabando e ligar a câmera na visão noturna duram algumas frações de segundos, o que somado a trilha sonora já é suficiente para causar pânico, quando se está em meio a escuridão.

E por falar em pilhas, o jogo te força a usar cada uma até o fim, pois a pilha que é descartada, independente da carga restante, sai do seu inventário, e uma pilha a menos significa menos tempo para enfrentar a escuridão. Isso faz com que você conviva constantemente com as piscadelas que a câmera sofre quando está com pouca carga.

Como nenhum jogo é perfeito, Outlast, tem seus defeitos. O primeiro deles é o fato que terem muito objetivos repetitivos no seu desenvolvimento (exemplo: ache 3 itens para poder ativar a alavanca, e coisas desse tipo...). Isso além de deixar o jogo um pouco cansativo, acaba forçando o jogador a momentos de tensão, já que você tem que se embrenhar nos corredores do hospício para achar itens ou ativar algum equipamento, mas apesar disso o modo história te proporciona momentos bem interessantes, e te direcionam para caminhos que até então você não poderia imaginar e a dasafios fora do convencional, isso acaba amenizando esse probleminha. Outro ponto negativo é a facilidade do jogo, já que depois de se assustar bastante, e morrer várias vezes, você acaba pegando o “jeito” das coisas e aprende a driblar seus inimigos.

Apesar disso tudo o visual do jogo por si só já vale a pena, e ajuda e minimizar esses defeitos. Como já disse antes, muitos cenários são mergulhados em escuridão absoluta, e você é obrigado o viver com sinistro efeito da visão noturna, o que da ao ambiente um visual mais macabro e aos monstros que rondam pelos corredores, uma aparência mais bizarra, com direito a olhos brilhantes e tudo.

A imersão do jogador no ambiente fica por conta do fato de você não ver o seu personagem, a visão do seu personagem é a mesma que você teria se estivesse realmente no lugar dele. Sem mencionar a trilha sonora que servem como clímax dos momentos de tensão e perseguição. Elas aparecem na hora certa e no tom certo.

Claro que também não podemos esquecer que o jogo conta com uma uma organização, bem no estilo Umbrela de Resident Evil, a Murkoff Corporation.

Apesar de ter um final "meia boca", na minha opinião, se você for jogar Outlast se prepare para ter uma experiência original de gelar o sangue, além disso se prepare para ver cenas de violênica, mutilação e nudez, pois elas são partes constantes de sua viagem pelo hospício de Mount Massive.

É legal mencionar que uma versão de Outlast foi lançado no final de 2013 para PS4, e que ano passado, mais precisamente em abril, foi lançado uma sequência intitulada Outlast 2. Para conferir um pouquinho da jogabilidade desse game, confere aí o Trailer Oficial.

Então é isso pessoal, espero que gostem da indicação, e postem aí nos comentários as experiências de vocês que já jogaram, ou que pretendem jogar. E do mais, que vocês tenham sonhos terríveis depois de conhecer Outlast.

Até mais!




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