Primeiras Impressões – Lord of Vermilion: Guren no Ou

Yoo, galera! Esta Temporada de verão está com muitos animes e agora é hora da Blast analisar um dos animes mais aguardados.

05/08/2018 Última edição em 05/08/2018 às 18:06:08

Como sabem, a Temporada de Verão 2018 se inicia em julho, e, em 2018, a expectativa era grande para sequências de animes (Shingeki no Kyojin, Overlord), mas poucos eram os animes estreantes que chamaram atenção, especialmente no segmento de Ação.

Assim, Lord of Vermilion: Guren no Ou, derivado do jogo homônimo, veio pelo estúdio Asread (Mirai Nikki) como uma oportunidade de se sobressair nessa temporada, nos animes do gênero de ação e fantasia. Dirigido por Eji Suganuma (Ninja Mono, Sasameki Koto), inexperiente nesse gênero, a ideia seria arriscada, e Aread teria trabalho para se sobressair, devido às inúmeras restrições.

No ano de 2030, uma ressonância de alta frequência ecoa na cidade de Tóquio, seguida de uma névoa vermelha. Todos que ouviram o som ficaram inconscientes, obrigando o governo japonês a colocar Tóquio em quarentena. Seis dias depois, os cidadãos acordaram, e a cidade voltou aos poucos à normalidade. Mas quando várias pessoas desenvolvem poderes sobrenaturais envolvendo sangue, tudo fica muito mais sinistro.

Após assistir os três primeiros episódios, posso dizer que o anime não vai se sobressair, pois não supera similares do gênero (Sirius the Jaeger, Angolmois: Genkou Kassenki). No que tange ao design, o excesso de vermelho torna as cenas cansativas, e o esforço em dar ao jogo de cores um tom sombrio é exagerado e não combina com as cenas iniciais. No geral, os personagens são bem desenhados e isso merece respeito por parte da equipe.

O protagonista não colabora. Com uma crise existencial não fundamentada, o medo de ter poderes, de lutar por um Novo Mundo, de tomar decisões, faz com que o anime soe clichê. 

As lutas não são envolventes, o que faz com que a inexperiência do diretor, que nunca fez nada voltado ao gênero, pese no bem-estar dessas cenas. Em alguns aspectos, as cenas não são fluidas, mas ficam saltando de uma para outra, com pouca explicação e muito mistério, que é quase uma grande enrolação. Há uma coadjuvante que fica dois episódios postergando uma explicação, e depois outra chega e faz um resumão de tudo. O que meio que desmerece toda a enrolação.

Analisando individualmente, posso dizer que o primeiro episódio assusta. Somos apresentados a uma cena que provavelmente acontecerá no fim da temporada, e depois uma nuvem vermelha faz todos apagarem por, no mínimo, 01 semana, enquanto um deles fica por 05 meses, e toda a cidade de Tokyo muda. Mas as cenas não combinam, não explicam e nem nos introduzem muito bem à trama. Foi realmente o erro principal desse anime.

No segundo episódio, o protagonista sofre uma crise existencial, o que é interessante, pois vemos como ele lida com o poder nesse mundo novo, como ele deve se portar como um herói. Contudo o personagem calmo no episódio anterior salta para um personagem amável e emocionalmente abalado, colaborando para um perfil clichê de protagonista que faz drama ao longo de diversos episódios e só no final age heroicamente.

No terceiro episódio, após muita enrolação, somos apresentados a uma explicação de toda a trama. É o episódio que as coisas começam a se acertar, pois começamos a ver motivação nos personagens, que começam a justificar a batalha apresentada no início do primeiro episódio.

No geral, o anime peca em alguns pontos, mas consegue se direcionar ao caminho certo. Acredito que quem tiver paciência pode prosseguir e assistir toda a temporada. Infelizmente, não possuo esta paciência e abandono o anime após o episódio 03. Quem concluir, por favor deixe aqui nos comentários se é válido continuar o anime.

A opening é bem definida, na qual “Tenshi yo Kokyou wo Kike”, de May’n consegue exprimir o objetivo da série. Nesse ponto o diretor acertou em cheio. A trilha sonora ao longo das cenas é bem utilizada, o que mostra que a experiência do diretor em animes shoujo também é útil para enredos mais focados em ação.

Não posso dizer que recomendo o anime, mas quem tiver curiosidade para descobrir o que será feito nesta adaptação, fique à vontade. O anime pode melhorar nos próximos episódios. O estúdio produziu Mirai Nikki, então não são novatos no tema. O diretor peca em luta, mas pode desenvolver um enredo convincente. No mais, fiquem no aguardo para mais análises da Temporada de Verão 2018.

Nota parcial do anime: 6,5/10




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