Next Gen, um robô é melhor que a sua família

Uma garota rebelde e que odeia robôs, um cachorro bobo e um robô que quer preservar memórias, o que este trio tem em comum? Nada, mas tenha certeza, ele vai balançar as estruturas desta animação que tem um "quê" de Sci-Fi. Vem com a Blast que a gente vai contar tudo para você!

11/09/2018 Última edição em 12/09/2018 às 10:10:43

E lá vem a Netflix novamente jogando uma animação na cara da gente para ver se cola. Segue abaixo o trailer:

Não dá para dizer que tudo que a Netflix faz é legal ou agrada, sinceramente não vou dizer que é a melhor animação que já vi, uma vez que seria impossível esquecer a melhor dupla homem e robô criado nos últimos anos na animação Operação Big Hero, no qual um garoto se alia a um robô criado pelo seu irmão para desvendar um mistério.

Nesta animação, em verdade não é bem assim. Embora esteja claro que não é uma cópia de Operação Big Hero, é claro que a ideia é muito próxima e isso gera um gosto um pouco amargo para quem assiste.

Vamos à história:

Mai é uma garota rebelde. No início da animação assistimos seu crescimento, desde que seu pai foi embora de casa até o falecimento do seu pai, bem como a sua transformação de uma garota meiga, em uma jovem amarga e cheia de problemas. A sua mãe passa a preencher o vazio deixado pelo ex-marido com robôs, deixando sua filha de lado. Mai, por sua vez, não sabe como enfrentar a solidão causada pela perda do pai.

Percebemos ainda que a mãe de Mai troca o afeto da filha pelas tecnologias da época, preenchendo a solidão à sua maneira. Vale dizer que a empresa que vende "robôs" para acompanhar seres humanos é vendido com o slogan que "um robô é melhor que a sua família", então já da para tirar uma ideia de como as coisas estão indo para a humanidade. Mai, consequentemente, ODEIA ROBÔS. Não tem como não tirar a razão dela. Talvez seu único companheiro seja Momo, um cão que com o tempo descobrimos que é um “boca suja”.

Neste meio todo, Mai se mete em uma confusão e acaba encontrando 7723, um robô protótipo. Este robô percebe algo em Mai e é atraído por ela.

Depois de muita bagunça eles passam a estabelecer uma amizade. Mas é uma amizade um pouco abusiva, pois Mai usa 7723 para destruir todos os robôs que odeia, bem como para causar vandalismo e destruição em geral, até mesmo para bater em outros seres humanos.

É quando 7723 descobre que Mai tem um grave problema e quer ajudá-la neste problema. No meio disto tudo, ainda temos um inimigo que quer o fim da raça humana. Será que os “heróis” (Mai, 7723 e Momo) serão capazes de combater o inimigo e até onde terão coragem de ir para que ninguém mais sofra?

A animação tenta passar algumas mensagens que são MUITO CLARAS:

a) não troque o virtual pelo real, viva intensamente com as pessoas que estão ao seu redor, mostre seus sentimentos para estas pessoas e não preencha o vazio com coisas fúteis;

b) lembranças são aquelas imagens que nos fazem ser quem somos. Então é importante aprender a criar e a preservar lembranças, pois elas são parte do que somos;

c) não se deixe enganar por um robô bonitinho (risos)!

Existem algumas críticas que devem ser levadas em consideração:

a) a renderização da animação parecer ser de baixa qualidade e o uso das câmeras parece um pouco estranho, ficando um pouco confuso os ângulos utilizados;

b) a história não é nem um pouco inovadora, para ser honesta, é um apanhado de vários filmes e animações;

c) o final é fraco, mas pode ser considerado bom.

Vale a pena assistir?

No geral, a animação é divertida, principalmente pelos alívios cômicos que recaem principalmente sobre Momo, o cachorro de Mai. Além de claro, abordar assuntos que estão em voga hoje em dia, como o uso excessivo da tecnologia. Mas sinceramente, a Netflix já produziu conteúdos melhores.

Mesmo assim, não desanime de assistir, em si, é excelente para um dia de domingo ou mesmo para passar o tempo. Vale a pena, mas não espere “uma revolução” na animação.




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