Maratona de Games: FPS

Confere aí!

06/04/2016 Última edição em 06/04/2016 às 00:00:00

Na maratona anterior, selecionamos uma lista de games baseados na série de anime Dragon Ball. Agora, chegou a vez de abrir espaço para os jogos de tiro em primeira pessoa (ou first person shooter). Buscando tornar sua experiência mais divertida possivel, escolhemos títulos de diferentes épocas, indo do casual ao hardcore, que vão permitir que você acompanhe parte da evolução deste estilo de jogo tão fascinante. Diferente da primeira vez, não vamos disponibilizar os links para que você jogue. Ao invés disso, você terá de caçar os seus próprios games, como um gamer de verdade faria. Então, vamos nessa!


Counter Strike 1.6

Counter-Strike 1.6, mais conhecido como C.S entre os jogadores, foi um dos grandes marcos dos games de tiro em primeira pessoa, tendo se tornado uma febre nas lan houses do Brasil anos atrás e, possivelmente, o FPS mais jogado em todo o mundo. O jogador devia escolher entre dois times (Terrorista ou Contra-Terrorista), onde ele participava de missões com direito a um grande arsenal de armas e diferentes tipos de mapas, alguns criados pelos próprios jogadores. 
O modo multiplayer online tornava a experiência de jogo ainda mais dinâmica, onde times se enfrentavam pela rede para ver quem era o melhor atirador, e muitos participavam de campeonatos, disputando prêmios em dinheiro e posições no ranking. Uma das coisas legais era a possibilidade de comprar armas, granadas, coletes e escudos com o dinheiro que se ganhava a cada partida, usando o interpretador de comandos do próprio jogo. Counter-Strike foi muito bem recebido, mas também causou muita polêmica, tendo sido proibido em certas localidades pelo alto nível de violência, embora hoje, olhando para aqueles gráficos, aqueles quadrados vermelhos nem se pareçam com sangue de verdade.


Deadly Dozen 2: Pacific Theater

Deadly Dozen é um jogo que talvez não seja muito conhecido, mas que se destaca em muitos aspectos, sendo um deles a IA, seu ponto forte e, ao mesmo tempo, seu ponto fraco. É um game que permite ao jogador alternar a visão entre primeira e terceira pessoa (vale como FPS, né?) e se passa durante a Segunda Guerra Mundial, mostrando parte do conflito que aconteceu entre os americanos e os japoneses.
De pântanos a terras congeladas, você deve guiar seu pelotão para cumprir as ordens designadas, que incluem destruir material de artilharia da base inimiga, roubar documentos com informações confidenciais, resgatar aliados que foram capturados e fugir de território hostil. Você pode dar comandos aos outros personagens para avançar, se esconder, atirar ou cessar fogo. Algumas vezes, quando estamos sem munição, eles salvam a nossa pele; outras vezes, avançamos uma boa parte do mapa e só no final percebemos que um membro da equipe está faltando, tendo provavelmente ficado preso em outra parte do cenário: um bug bastante comum em Deadly Dozen.
Ser furtivo é fundamental para o sucesso da maioria das missões. Os adversários, além de serem mais numerosos, são bem espertos, conseguindo te ver e ouvir com muita facilidade. Para enfrentá-los, você dispõe de uma certa variedade de armas de fogo da época, além de poder usar minas, explosivos, facas, katanas e itens como binóculos, health etc. Cada personagem possui uma especialidade e níveis diferente de habilidades, onde há o sniper, o médico, o cara que cuida dos explosivos e por aí vai. Se você não é muito ligado em gráficos e curte um FPS onde a ideia principal não é ir logo partindo para o tiroteio, mas sim chegar ao fim da fase com inteligência, então Deadly Dozen é para você.


Left 4 Dead 2

Dizem que uma boa ideia surge através da combinação de outras ideias, dando origem a algo que eles chamam de produto inovador (deu certo com Naruto). Se foi inovador, não sabemos, mas a combinação funcionou muito bem em Left 4 Dead 2. A Valve teve a grande sacada de criar um FPS ambientado em um apocalipse zumbi, usando as mecânicas de Counter-Strike e adicionando melhorias que fizeram dele um jogo muito divertido.
Os quatro sobreviventes - Rochelle, Nick, Coach e Gle... opa, quer dizer, Ellie - precisam se unir para sobreviver a uma horda de zumbis, onde o objetivo de cada missão é chegar na Safe Room. Estão disponíveis cinco campanhas no modo single player (Dead Center, Dark Carnival, Hard Rain, Swamp Fever e The Parish) e o jogo ainda conta com o modo multiplayer online. Alterando o nível de dificuldade de Expert para Advanced, você pode fazer o jogo passar de difícil para quase impossível, ideal para quem curte um desafio maior.
Além das armas que vimos em Counter-Strike, o jogador dispõe de molotovs, explosivos, ácidos e outros itens que são muito eficazes contra os zumbis. Também é possível colecionar bandagens e vacinas que ajudam a recuperar o life, pondendo curar seus amigos quando estão com baixa energia e vice-versa. Eles são tão legais que às vezes abatem um zumbi antes mesmo dele se aproximar de você. Os zumbis são muito rápidos e surgem em grande quantidade, o que dificulta enfrentá-los sozinho. É um game que foi totalmente baseado na cooperação entre os personagens e que pode te proporcionar bons momentos de diversão.


007: The World is Not Enough

Inspirado nos filmes de James Bond, 007: The World is Not Enough é um FPS que estava bem a frente do seu tempo, trazendo gráficos realistas para época, um modo multiplayer de até quatro jogadores e um sistema de tiro avançado, em que diferentes partes do corpo do inimigo podiam ser acertadas.
Assumindo o papel do agente secreto, o jogador deve se infiltrar como espião em diferentes lugares, usando uma certa variedade de armas e itens tecnológicos de ponta, como um relógio que serve para dar choque e fazer as pessoas desmaiarem, uma caneta que impede que os alarmes disparem e atraia a atenção dos seguranças, bombas e muitas outras coisas. Um dos desafios é descobrir onde e como usar os itens nos locais corretos, o que fez com que alguns iniciantes levassem bastante tempo para concluir a primeira fase.
The World is Not Enough é o segundo jogo da série lançado para o Nintendo 64 e possui melhorias comparado ao seu antecessor, Golden Eye. 


Battle Garden

Battle Garden é um flash game muito legal que testa a sua velocidade e precisão para derrotar a grande quantidade de inimigos e obstáculos que surgem de repente, disparando tiros na sua direção. Inicialmente, você dispõe de uma pistola, mas conforme atinge uma pontuação maior, armas melhores se tornam disponíveis, como pistola automática e metralhadora.
O jogo tem um conjunto sonoro muito legal, com destaque para o barulho que ocorre quando algum personagem sofre um headshot, e também possui um um certo humor quando um adversário é desarmado, implorando para o jogador não atirar. Os efeitos visuais e as colisões são de primeira. Battle Garden fica entre o hardcore e o casual, graças ao seu ritmo de jogar acelerado e aos controles fáceis de usar. 


Killzone

Killzone é um ótimo exemplo de como um FPS deve ser, uma vez que traz uma boa quantidade de mapas para exploração, diferentes tipos de armas, suporte ao multiplayer, história elaborada, combate corpo a corpo e muitos outros elementos que fizeram dele o primeiro título de uma série de sucesso.
Assim como nos jogos de guerra, também podemos controlar armas de artilharia pesada que ficam sobre o chão, pegar a arma do inimigo, usar o cenário para se proteger, lançar granadas e usar itens especiais, como a visão noturna (ou de calor, não lembro direito). Do mesmo jeito que Deadly Dozen 2, a furtividade pode ajudar, mas não é uma regra, já que os inimigos parecem saber exatamente onde você está e começam a disparar tão logo veem você. 


Crysis 2

Crysys 2 se passa em uma Nova York totalmente destruída. A forma como recriaram a cidade foi incrível, dando a impressão de que uma guerra alienígena realmente ocorreu e arruinou todo o planeta, onde podemos ver até mesmo um navio atravessado em um prédio (como será que ele foi parar lá em cima?).
O personagem principal, Alcatraz, precisa lutar contra militares corruptos e alienígenas usando uma armadura tecnologicamente avançada que lhe acrescenta blindagem e força física, além de permitir que fique invísivel e use visão de calor. A Nanosuit, como é chamada, foi criada para se adaptar a diferentes situações, incluindo uma guerra nuclear, e vai lhe dar as habilidades nessárias para sobreviver neste mundo de caos.
Parecendo mais um filme do que um jogo, Crysis 2 mostra os poderosos recursos da CryEngine, o motor usado pela CryTek na época do seu lançamento, trazendo gráficos de ponta, com explosões, efeitos de câmera lenta, diferentes níveis de ilumintação e muito mais. 


F.E.A.R 3

Em F.E.A.R 3, aparantemente temos tudo o que um FPS moderno possui, mas o título se destaca por incorporar o terror pscicológico como gênero, apresentado eventos sobrenaturais para o jogador. Com oito campanhas disponíveis, você assume o papel de Point Man ou Paxton Fettel, dois irmãos muito estranhos e com diferentes habilidades. O sistema de tiro é bem aprimorado, boa parte dos cenários são escuros e o combate é intenso e frequente. 


DOOM

Um dos primeiros jogos de tiro em primeira pessoa que o mundo já conheceu e que influenciou os futuros FPSs que vieram depois dele, DOOM  foi um jogo de ação que contou com uma velocidade de jogar acima do normal, trazendo detalhes que fizeram dele uma lenda, incluindo tetos com desníveis, diferentes níveis de luz e uma história de fundo que era de arrepiar, lançando o jogador no próprio inferno e assumindo o papel de um homem vindo do espaço, obrigando-o a sobreviver a criaturas e ameaças terríveis. Ao som de guitarra e muito tiroteio, DOOM continua vivo até hoje, com versões mais novas sendo lançadas, porém sem perder a essência dos anos 90, que foi a sua época de ouro.


E essa foi mais uma maratona de games. Embora a nossa lista não seja tão grande assim, acredito que seja suficiente para você treinar seus reflexos e habilidades no gatilho. Ficarei devendo outros títulos como Medal of Honor, Battlefield e Bioshok para uma próxima ocasião. Espero que se divirta!




1 comentário(s)
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Dollin
1 ano atrás
Jogo a maioria deles