Confira a crítica do filme Star Wars: Os Últimos Jedi

Star Wars estreou em dezembro, mas ainda está dando o que falar. O filme surpreendeu os críticos, porém os fãs, nem tanto, apesar disso, o próximo longa da trilogia promete ser surpreendente.

12/01/2018 Última edição em 12/01/2018 às 16:55:47

ATENÇÃO! O TEXTO A SEGUIR PODE CONTER SPOILERS LEVES

Yoo Blasters!

Star Wars: Os Último Jedi estreou a quase um mês, mas ainda está dando o que falar, principalmente pela falta de de concordância entre a crítica especializada e os fãs da franquia.

Em “Os últimos Jedi”, temos uma continuação, literalmente, direta de seu antecessor “O despertar da Força”, já que o filme começa do exato momento em que Rey oferece seu Sabre de Luz a Luke. Todo o pano de fundo para trama é o mesmo da produção de dois anos atrás. A Primeira Ordem expandiu seus domínios e quase exterminou por completo a aliança rebelde, e nesse mar de caos, ainda existe uma esperança: Luke Skywalker. Crendo que ele seja a chave para a vitória, lançam Rey em sua busca, o que culmina na última cena de o Despertar da Força. 

Luke e Rey

Partindo daí, o longa se divide em dois núcleos bem distintos. O dos heróis Poe, Finn e Rose que tentam desesperadamente salvar o restante da aliança rebelde das garras da Primeira Ordem e o núcleo dos Jedi, Luke e Rey, que tenta focar no treinamento Jedi da personagem, mas que na verdade tem a função explícita de revelar a relação entre Skywalker e Kylo Ren. Claro que com o decorrer do filme, essas duas histórias acabam se convergindo, e é a partir daí que a história “pega fogo”.

O primeiro ato do filme é bem lento e empolgar muito pouco, sem dizer que muitas coisas poderiam ter sido resumidas, ou simplesmente retiradas durante a edição. É o caso, por exemplo, da cena referente ao planeta cassino, que envolve Finn e Rose salvado “cavalos de corrida” de ricaços inescrupulosos. Claro que a cena serve para introduzir mais um personagem, o especialista arrombador, mas sinceramente acho que ela poderia ter sido, no mínimo mais enxuta.

Finn e Rose

E o que dizer do treinamento da Rey? Bom, todas as cenas, apesar de fazerem várias referências ao treinamento do próprio Luke com Yoda, em “Star Wars: Uma Nova Esperança”, tem o tom do clássico clichê do mestre que não quer treinar o discípulo, mas depois de muita insistência acaba cedendo.  Porém, o filme tenta nos dar uma explicação lógica e plausível para esse Luke Skywalker, ressentido, sem brilho e claramente desanimado. Talvez isso tenha decepcionado os fãs, pois apesar de convincente, as escolhas de Luke não fazem muito sentido quando tomamos a obra como um todo, não é uma coisa que ele faria, tendo como referência sua trajetória. Mas em fim, as pessoas podem mudar com o tempo, não?

Rey

Deixando isso de lado, podemos dar destaque especial a três personagens. O primeiro destaque vai para a brilhante e emocionante atuação da saudosa Carrie Fisher, que teve uma enorme importância para a trama como um todo, e aparece do início ao fim do longa, com direito a uma cena emocionante cheia de reviravolta que, sem dúvida,  vai deixar os fãs mais assíduos da franquia de cabelo em pé. Devido a sua morte, a sequência nos leva a crer que ela será tirada de cena, mas... Deixo para vocês conferirem. Estava muito curioso para sabe o destino dado a sua personagem, e na verdade ainda estou.

Os outros dois destaques vão para os personagens Vice Almirante Holdo, interpretado pela da atriz Laura Dern, e para Poe Dameron, de Oscar Isaac. Laura Dern, que ficou marcada pela sua atuação em Jurassic Park interpretando a personagem Dra. Ellie Sattler, fez um ótimo trabalho. No filme ela assume o papel da General Leia, quando esta sai de cena, temporariamente. Ela protagoniza ao lado de Carrie Fisher uma das cenas mais emocionantes do filme, e que dará um nó na garganta de quem assistir.

Já o personagem de Oscar Isaac ganha um tom de líder, que apesar de ser retratado no início como uma pessoa inconsequente, vai se mostrando muito interessado pela causa rebelde. Tenho ótimas expectativas sobre esse personagem para a sequência.

Vice Almirante Holdo

Poe Dameron

Bom, a partir da metade do filme, a história engrena e é injetada uma dose de adrenalina. O filme desperta, acelera e não para mais, o que o torna épico! Kylo Ren se mostra um personagem mais complexo do que se esperava, digno do seu parentesco com Darth Vader. Destaque para a cena envolvendo Kylo, Rey e o Líder Supremo Snoke.

Kylo Ren, Líser Supremo Snoke e Rey

No final das contas "Os Últimos Jedi" abre um leque bem maior de possibilidades, não ficando mais refém dos filmes que o antecederam, isso faz da franquia uma ótima pedida para os amantes de cinema, pois desperta a curiosidade sobre por qual caminho a história trilhará.

Bom Blasters, é isso. E se vocês também já assistiram ao filme, deixem suas opiniões aí nos comentário.

Até a próxima o/




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