Bleach Live-Action: ainda há esperança para adaptações?

Venha conferir a opinião de um redator e fã da franquia sobre como ficou o mais novo Live-Action da Netflix.

21/09/2018 Última edição em 21/09/2018 às 00:35:30

Yoooo galerinha da rádio Blast!! Tudo bom com vocês? (Falando como se fosse um locutor e pudesse ouvir a resposta XD) 

A matéria de hoje é nada mais nada, menos do que minha crítica sobre a adaptação para o cinema, da qual eu posso dizer com toda certeza, minha obra preferida, então como vocês podem imaginar, tive um olhar muito crítico por conhecer bem o mangá/anime. Tentarei ser o mais imparcial possível (XD) e talvez te incentive, ou não, a assistir... Sem mais delongas, vamos nessa. Ah!! E é claro que é tudo SEM SPOILERS, então aproveite.

Ainda há esperança na terra dos Live-Actions?!

Ficha Técnica

Título: Bleach

Ano: 2018

Lançamento: 14 de setembro de 2018 (Netflix)

Direção: Shinsuke Sato

Duração: 1h48min

Sinopse: Ichigo Kurosaki nunca pediu pela habilidade de ver fantasmas – ele nasceu com esse dom. Quando sua família foi atacada por um Hollow – uma alma perdida malevolente – Ichigo se torna um Ceifeiro, dedicando sua vida a proteger os inocentes e ajudar os espíritos torturados a encontrarem paz.

Quando a primeira notícia do Live-Action de Bleach saiu, e eu a trouxe até vocês, muitos fãs da franquia (inclusive esse que vos fala) ficaram com um pé atrás, principalmente depois da Netflix disponibilizar em seu catálogo as adaptações de Death Note e Fullmetal Alchemist, que, convenhamos, não foram exatamente o que esperávamos. É claro que existem aqueles que defendem tais produções, mas, no geral, os dois se saíram muito mal com os fãs e a crítica. Maaasss eis que surge Bleach, com imagens de divulgação e teasers muito empolgantes, reacendendo mais uma vez aquela chama e aquele sentimento de "Será que dessa vez vai dar certo ?!" ...  E a resposta, meus amigos... É sim.

O enredo do Live-Action é bem simples e harmônico, o diretor Shinsuke Sato, fez algo que diretores de outras adaptações não fizeram ou não puderam fazer em seus filmes. Primeiramente: fazer um filme pensando em um espectador que não conheça a obra, ele se preocupou em contextualizar todo aquele universo de Bleach, ao invés de presumir que a audiência já o conhecia e sair empurrando a história goela a baixo. Sato organizou as ideias e motivações de seus personagens principais, fazendo com que a trama se desenrole de uma forma satisfatória de se ver.

E segundo, ele fez algo que foi o que provavelmente fez a adaptação ficar tão boa, que foi... Adaptar somente um arco da história e não a obra toda em 1h e meia de filme!! É claro que como toda adaptação, tiveram que ser feitas pequenas mudanças, mas algo que Bleach tem como vantagem e ponto forte é a estrutura e desenvolvimento de seus arcos isolados. Assim, os filmes podem muito bem adaptar as diferentes sagas em cada um deles facilmente, apesar disso, a produção se preocupou em colocar elementos que tem muita importância no decorrer da história sem dar muita ênfase neles agora, mas que serão relembrados e usados em possíveis continuações.

O tom do filme fica claro logo no começo. O lado dramático e assustador de Ichigo ter de conviver com espíritos, mas também a maneira alegre com que ele lida com isso tudo sem mudar sua personalidade. O filme também constrói muito bem a relação entre o protagonista com os coadjuvantes nos deixando com vontade de ver mais deles, mas quem conhece a obra sabe que não é o momento para isso, pois após esse arco que o filme cobre, esses ditos "coadjuvantes" tem um arco onde são mais bem mostrados e aproveitados.

Por esse motivo talvez alguns personagens tenham sido não tão bem aproveitados, o que pode irritar quem conhece e sabe da importância futura deles, mas como eu disse um pouco a cima, tem que se pensar nesse filme como uma introdução a esse universo, dessa forma foi uma boa maneira de apresentar os personagens sem lhes dar um destaque antes da hora certa.

Os elementos técnicos também merecem destaque e menção honrosa, por ser uma produção de teoricamente de baixo orçamento, ainda mais se comparado com grandes filmes Hollywoodianos, a caracterização dos personagens, e principalmente o design dos Hollows, ficou algo bem feito, sem aquela sensação que temos em filmes de pouco investimento em que quando se usam efeitos gráficos você fica reparando o quão falso aquilo está (XD) .

O Filme consegue equilibrar bem a falta dos ataques absurdos e destrutivos que tem no anime, usando sequências de ação e as coreografias das lutas que estão simplesmente sensacionais, Sato soube usar bem a movimentação de câmeras para dar ainda mais dinamismo a tudo.

A evolução de Ichigo durante a trama também é algo a se parabenizar, ele não surge do nada como um ser cheio de poderes que sai derrotando meio mundo, não!! Nos é mostrado como ele adquire seus poderes e os usa para proteger aqueles com quem se importa, seus amigos e família, além de como seu trauma de infância o acompanha durante todo o tempo até o ápice do filme. Essas coisas fazem com que o espectador se conecte com o protagonista. Nós não torcemos por ele por ser o mais poderoso, bonito ou seja lá o que for, mas sim porque compramos sua briga como algo pessoal. (Tamo junto Ichigo!!)

E por último, a dublagem, a grande maioria das vozes se encaixam perfeitamente com os personagens e o texto combina completamente com o tom do filme, as brincadeiras de linguagens originais foram mantidas e algumas até adaptadas para o Brasil, mas calma, tudo sem exagero e encaixadas no momento certo.

Então caros leitores, aqui vai o veredito: após muitas decepções, inclusive recentes (XD) Bleach vem como a luz no fim do túnel, ou melhor, a luz que nos mostra o caminho certo a se seguir quando se trata de ver nossas obras favoritas adaptadas para o cinema. A grande maioria das mudanças foram muito bem vindas para deixar a trama harmônica, por mais que façam falta para quem já conhece a trama. O diretor também soube trabalhar bem o filme, mesmo com o baixo orçamento, nada ficou a desejar.

Por tanto, Bleach funciona tanto como uma adaptação isolada quanto algo passível, de quem sabe, continuações, além de nos deixar esperançosos não apenas com o futuro da própria saga como também com outras adaptações que saibam seguir seu caminho e nos entregar algo a altura das nossa obras tão amadas.

E como eu indaguei no inicio dessa crítica:"Ainda há esperança na terra dos Live-Actions ?!"

A resposta é... Sim, meus amigos!!!

Até a próxima o/




1 comentário(s)
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LaylaBoy
3 semanas atrás
Fala que ainda não gostei... sei lá! Vai ver que eu assisti já pessimista demais!